quarta-feira, 8 de julho de 2015

O FARAÓ DE OURO - Jarbas Vilela




1.370 aC.
EGITO
 
 
 
 
 
 
 
 
A rainha NOFRETET  ( ou  NEFERTITE ),  mulher do faraó AKHENÁTEN   ( 18ª dinastia ) , só tivera filhas.  Mas ele tinha três irmãos :  THOTMÉS,  SMENKARÁ  e  TUTANKHAMEN  -  além de várias irmãs.
          [ Nota :  hoje sabemos que é o homem quem produz espermatozoides masculinos ou femininos ; o óvulo é apenas um receptor, contendo as características genéticas da mulher  -  naquela época não se sabiam essas coisas e pensavam que a mulher é quem 'fazia' nenês  masculinos ou femininos ] 
SMENKARÁ,  uma criança doentia, casou-se aos 14 anos com sua meia irmã MERITÁTEN  ( primeira filha de NEFERTITE ), de 13 anos e nessa ocasião subiram ao segundo trono, isto é, como co-regentes.
Desde então AKHENÁTEN  e  NEFERTITE  não aparecem mais em público juntos. 
O fato é que o faraó casou-se então com sua terceira filha, ANKHSENPAÁTEN,  que lhe deu também uma menina, chamada  ANKHSENPAÁTEN-TASCHERY.
 
 Esse ato pode parecer inacreditável, mas a Bíblia declara que os israelitas tinham também  esse costume. 
No Gênesis 19:31-32, encontramos : 
“Nosso pai   [Lot]  está velho, e na terra não ficou homem algum com quem nos possamos casar, segundo o costume de todos os países.   Vem, embriaguemo-lo com vinho e durmamos com ele, para que possamos conservar a semente de nosso pai.”
 
No 17º ano do reinado de AKHENÁTEN, por causas ainda misteriosas, desaparecem ele e o seu co-regente, possivelmente assassinados.


ANKHSENPAÁTEN
 
Tudo indica que os sacerdotes de AMEN-RÁ queriam ver seu pontífice  BEKANCHOS  no trono,  mas parece que  NEFERTITE  e seus partidários ganharam a causa à favor de  TUTANKHÁTEN,  que se casou com sua meia irmã  ANKHSENPAÁTEN   (então viúva de SMENKARÁ)   e subiu ao trono do Egito. 
O rei tinha 12 anos e sua esposa  9,  quando isso aconteceu.        

O jovem rei herdou um país rebelado política e religiosamente  mas  numa  “concordata” entre os sacerdotes  e o faraó, 
-       restabeleceu-se o culto oficial do deus AMEN;
-       o Estado se comprometia a cuidar do sustento dos templos;
-       de assegurar aos sacerdotes uma existência de privilégios e sem perseguições; 
-       os sacerdotes recolocariam o rei à frente de suas orações e festejos, para fortalecê-lo moralmente perante o povo, como deus e soberano reinante.

A vitória do deus  AMEN foi proclamada num decreto e para confirmar o acordo estatal o rei e a rainha mudaram seus nomes para   TUTANKHAMEN  e “ ANKHSENAMEN”.  
Houve procissões de gratidão por todo o país e em Tebas, capital do Egito, o ato foi celebrado com pompas enormes.    
      




No templo de Karnak encontrou-se uma pedra que hoje se acha no Museu do Cairo. 
Sua inscrição é da autoria de TUTANKHAMEN ;  diz, em resumo : 
“Encontrei os templos em ruínas e seus lugares santos parcialmente desmontados. Nos seus pátios crescia a erva daninha. Restabeleci os santuários, supri-lhes todas as faltas e dei-lhes presentes valiosos. Mandei fundir imagens de deuses em ouro e alabastro, adornadas com lápis-lázuli e pedras preciosas...”

TUTANKHAMEN   só 
 reinou por 7 anos e morreu repentinamente.
Foi sepultado entre meados de março e fins de abril.                                                   





O Egito é a terra das antiguidades.


 
Entrementes, comparecem compradores que gostariam de adquirir para seus países um papiro, um recipiente, um escaravelho ou uma múmia.  
Também os ricos estrangeiros são compradores que não só compram apenas em lojas respeitáveis, mas também  “às escondidas” , em ruelas escuras.  
Nem tudo é autêntico ou de valor histórico ;  muitas peças são cópias.



O solo egípcio transformou muitas pessoas em colecionadores, e entre elas  Lorde Carnavon   (George Edward Stanhope Molineux-Herbert, Lord Porchester, 5º  Conde de Carnavon, casado com Almira Wombwell, pai de Henry e Evelyn Herbert ) .
O 3º carro licenciado na Inglaterra foi o dele ; após sofrer um desastre na Alemanha, vai ao Egito, em 1903, por  recomendação médica.
Em 1906, obteve concessão do Serviço de Antiguidades  do Ministério das Obras Públicas do Egito para trabalhar no Vale dos Reis.     
1907 foi o ano que aproximou Carnavon de  Howard Carter.


Carter, nascido em 1874 em Kensington, Inglaterra, aprendeu com o pai a arte de trabalhar com aquarela.
O Prof. Percy E.Newberry, do Museu do Cairo, mostrou alguns dos seus desenhos a Lady Amherst of Hackney, que influenciou para que conseguisse trabalho no Museu Britânico.
Ali, tornou-se assistente de Sir William Flinders Petrie.
De 1891 a 1898,  Carter aquarelou pinturas e relevos do Templo de Hatschepsut em Deir-el-Bahari, no Egito.
Em 1899, foi nomeado por Gaston Maspero, Diretor do Serviço de Antiguidades do Egito, como  Inspetor de Monumentos no Alto Egito e na Núbia.
Em 1903, Carter foi demitido ;  então, passa a guiar excursões turísticas e a vender aquarelas.
Empregado no Museu Egípcio do Cairo como gráfico e desenhista talentoso, trabalha agora  como assistente de Theodore Davis, um milionário norte-americano  que teve permissão para explorar o Vale dos Reis.
Em 1907, Davis encontra indícios de Tutankhamen, mas em seguida abdicou dos seus direitos  -  e Carter os pegou.
Nessa ocasião ele é apresentado a Lord Carnavon  por Gaston Maspero.



 

 1.907  dC.
EGITO







Carter, financiado por Carnavon,  começou a procurar o túmulo de  Tutankhamen  num determinado lugar no centro do Vale dos Reis, em Tebas, no triângulo formado entre as tumbas de Ramsés II, Merneptah e Ramsés VI, mas inutilmente.  

Já havia movimentado grandes quantidades de terra, quando irrompeu a 1ª Guerra Mundial, e foi preciso interromper a busca, só reiniciada no final de 1917.  



Nesse ano Gaston Maspero foi substituído por Pierre Lacau, que adotou uma nova política sobre a partilha das descobertas :  enquanto Maspero prometia 1/2 do achado, agora o Serviço das Antiguidades teria o privilégio de escolher todos os objetos que quisesse para o Egito.



Nos invernos de 1919 e 1920, Carter escava em outros locais.
Durante dois anos, centenas de felás retiravam novas massas de terra, mas não se achou coisa alguma. 

No terceiro ano Carter descobriu na areia os alicerces de antigas cabanas de trabalhadores (da 20ª dinastia)  e isso foi tudo.  
Também o quarto ano transcorreu sem nenhum resultado -  com ele desapareciam as esperanças .

Seguiu-se o quinto ano, mas novas desilusões se apresentaram  e além de tudo, quase todo o financiamento se esgotara.
Tudo indicava a inutilidade de se continuarem as escavações.  “O vale está esgotado” -  diziam as vozes que não queriam silenciar.
Cinco anos sem resultados – cinco anos de pesquisa na areia do deserto e, não obstante, iria acrescentar mais um : era uma resolução corajosa !

Em 1922, voltam para o local anterior.


 



Cabanas de trabalhadores   da 20ª dinastia !!! ? 
Desde os tempos  mais  remotos costumavam  erguê-las perto da entrada dos túmulos ! 
Carter mandou o capataz retirar uma delas, pois estorvava os trabalhos.  

 Quando Carter chegou, na manhã de 4/11/1922, ninguém estava trabalhando no local das escavações :  haviam  sido encontrados três degraus de pedra de uma escada em ângulo de 45° !

 





Em pouco tempo já  estavam a descoberto 10 degraus de uma escada estreita. 
A velocidade de trabalho cresceu mais até que, após três dias, um total de 14 havia sido libertado dos entulhos. 
Não era possível aprofundar mais, pois ali, na parede rochosa, se encontrava uma abertura quadrada, fechada com argamassa por mãos humanas  e  nela se reconheciam  marcas de impressos feitos  há milênios. 
Agora, tinha-se a certeza, havia uma porta lacrada nas profundezas da terra.




 

Carter telegrafou a Carnavon e preferiu esperar duas semanas, até que chegasse da Inglaterra. 
Carter pede a colaboração do arqueólogo inglês A.R. Callender


Em vez de 14 degraus, havia 16,  pois dois ainda estavam cobertos  pelos entulhos e, com eles, a parte inferior da porta de argamassa  com os selos da “Necrópole de Tebas”  e do rei Tutankhamen nela impressos.
Havia indícios de que fôra aberta duas vezes : a tumba tinha sido saqueada !

 A porta misteriosa foi copiada, fotografada e posta abaixo; seus pedaços foram retirados e os pesquisadores se encontraram num  corredor descendente  (7,60 m. x 1,70 m.) , com cascalho até a altura de um metro. 
Entre o entulho acharam-se fragmentos de argila, fechos lacrados, recipientes de alabastro intactos ou quebrados, encanamentos que deveriam ter conduzido a água necessária para vedar a fenda da porta, pedras de incenso enrolados em linho...

Carter, Lord Carnavon e sua filha Evelyn, na entrada do jazigo.
 






Ao final do corredor  havia uma segunda porta selada.
A abertura oficial  aconteceu  em 29/11.
Arthur Merton, chefe do escritório do Jornal  "Times"  de Londres, no Egito, foi o único convidado  da Imprensa a acompanhar esse trabalho.
Carter fez um pequeno buraco nela e introduziu uma vela acesa.
Lord Carnavon, inquieto e ansioso, perguntou-lhe : - "Você pode ver alguma coisa ?"   - "Sim, coisas maravilhosas", respondeu Carter.

 
 

 
 
 




 












Carter tinha um trabalho meticuloso pela frente :  em hipótese alguma deveria fazer exploração apressada.
Era importante estabelecer exatamente a posição primitiva de todos os objetos e o exame minucioso de   cada qual. 
Era também necessário, dada a grandeza do achado, um sortimento considerável de preparados e material de acondicionamento. 
Teria de pedir o conselho de especialistas sobre a melhor maneira de manipular os objetos, criar um laboratório, numerar e catalogar  -  tudo isso exigiria um grande trabalho de organização preliminar.



Harry Burton, fotógrafo do Museu de Arte de Nova Iorque foi colocado à disposição  de Carter ;
Alan Gardiner, encarregou das inscrições ;
Prof. James H. Breasted, da Universidade de Chicago, interpreta os selos ;
P.E.Newberry, analisa a coroa  de flores de uma espécie 3.350 anos atrás  e prova que Tutankhamen foi sepultado entre meados  de março ou abril.
Alexander ScottH.J.Plenderleit  examinam materiais  especiais.

 
Este é um esquema em perspectiva da tumba de Tutankhamen.
Quando aparecerem os nomes das salas, na descrição, você poderá identificá-las facilmente.










No dia 27/12  foi trazido à luz  o primeiro objeto : uma taça com a forma de uma flor de lótus, abandonada no corredor.

A inscrição hieroglífica diz:
 'Vive, ó Hórus, Touro Forte, belo ao nascer, Senhor das Duas Deusas dos países, pacificador das Duas Terras,nas coroas, amigo dos deuses, o rei do Alto e Baixo Egitos, Nebkheperurá, doador da vida' !



Cada peça foi numerada, fotografada, examinada, lidas suas inscrições e embrulhada.
Só numa caixa levaram 3 semanas para chegar ao fundo.



 
antecâmara  ( 8 m.  X  3,6 m. )  continha 670 peças :


um trono de ouro,                       2 estátuas sentinelas, negras,vasos de alabastro,                      belíssimos baús,
armários,                                       poltronas,
baús quebrados,                           pérolas,
aljavas com flechas,                     arcos de ouro,
roupas e vestes sacerdotais com pele de leopardo,
cetros,                                             colares,
anéis,                                               sandálias,
recipientes do alimentos e pato assado,
vasos com flores secas,               cabeças de animais,
recipientes e grinaldas no chão, rente a uma porta lacrada,
impressão digital numa superfície pintada,


3 notáveis camas de ouro  :  a primeira com cabeças de leão, a segunda com cabeças de vaca e a terceira com cabeças de hipopótamo com corpo de crocodilo -   estavam atulhadas de preciosidades.
4 carruagens (bigas) tiveram de entrar aos pedaços no túmulo : eram cobertas de ouro de alto a baixo, inteiramente decoradas de ornamentos e figuras aplicadas ou de imagens embutidas de vidro colorido e pedrarias.





CARTER e seus auxiliares fazendo um lanche na tumba de RAMSÉS XI.


Na vizinhança localiza-se o túmulo de Sethi II :  nele foi instalada uma câmara escura, um laboratório, abrigo para a conservação e depósitos bem vigiados.
A tumba de Ramsés XI foi usada para as refeições. 
 
 
Tudo foi numerado, fotografado, registrado, preservado, embrulhado com todo o cuidado e transportado em 34 pesados caixotes, por uma linha férrea provisória, até às margens do Nilo. 
Embarcadas, seguiram para o Museu do Cairo.

 



 




Foi adotada a seguinte metodologia :
   *    fotografia do objeto no local onde estava ;
   *    esboço do objeto numa ficha de 13 x  20 cm. ;
   *    descrição e medidas precisas ;
   *    anotação sobre  danificação ou falta  de qualquer parte ;
   *    outra foto com um  cartão  numerado junto  ao objeto ;
   *    desenho situando o objeto em perspectiva e sua justaposição com outras peças ;
    *    a relíquia  é levada para o laboratório ;
    *    foto das diversas faces do objeto. 




Carnavon assina um contrato  exclusivo com o  "Times"  (10/01/1923) para os direitos mundiais de publicar as notícias sobre o túmulo.

  

Em meados de fevereiro de 1924 estava desimpedida a antecâmara.
A porta selada entre as duas sentinelas pôde ser aberta.
Na argamassa do rodapé dessa porta selada havia esta inscrição :
'A morte  tocará com suas asas, todo aquele que perturbar, em sua eternidade, o sono do faraó que repousa neste lugar'.


Quando na sexta-feira, 17 de fevereiro, às  14 horas, se reuniram cerca de 20 pessoas que tiveram a honra de assistir à abertura ; nenhum dos presentes fazia uma idéia do que iria ver 2 horas mais tarde. 
Depois dos tesouros já transportados para o Cairo, era difícil imaginar vir à luz alguma coisa mais preciosa.

Carnavon preside a abertura oficial da  câmara funerária  ou  sepulcral.


Os visitantes – havia membros do governo e cientistas – tomaram lugar em apertadas filas de cadeiras. Quando Carter subiu à plataforma escalonada, fez-se silêncio absoluto. O trabalho era lento e difícil, pois havia o perigo de que algumas pedras se soltassem, caíssem para dentro e destruíssem ou danificassem o que se encontrasse atrás da porta.





Mace e Callender ajudaram-no. Houve murmúrios abafados quando Carter apanhou a lâmpada elétrica e a introduziu pela abertura. O que viu estava além de toda a expectativa : um muro de ouro maciço e reluzente, cuja extensão ele não pôde avaliar.

 

 


Eles se encontravam efetivamente diante da entrada da câmara funerária  ( 5,20 m. X 3,35 m. X  2,75 m. ). 

O que eles pensavam fôsse um muro era a face anterior da urna mais extraordinariamente grande e decerto mais preciosa que seres humanos já viram: a urna que deveria esconder em seu interior os ataúdes e o sarcófago com a múmia do faraó. 


 
Carter estava diante de uma  urna mortuária, uma urna tão grande que enchia quase completamente a câmara.   Entre ela e a parede havia apenas uma passagem de 65 cm. apenas, repleta  de oferendas fúnebres.

 
 
 
A  câmara funerária era 1 m. mais baixa que a antecâmara.

Foram  necessárias 2 horas de trabalho difícil para abrir uma passagem sufucientemente ampla para entrar nessa câmara. Carnavon e Lacau seguiram Carter. 

A urna era recoberta de alto a baixo, com painéis de faiança azul brilhante, com signos mágicos de  Osíris e Ísis, destinados a proteger o defunto-rei.     






















 
Carter descobriu que a grande porta da urna, de dois batentes, estava fechada com um trinco, mas não selada.
Com mãos trêmulas puxou o trinco transversal e abriu a porta rangente.



 Uma segunda urna brilhou lá dentro. Também a porta estava fechada com trinco..  e sobre ele um selo intato !  Agora tinha certeza que encontraria a múmia, exatamente como fôra amortalhada mais de 3 mil anos atrás.















Agora, rompem o selo, abre-se a porta e um terceiro armário/urna  aparece, com sua porta também lacrada.
Nervosamente Carter rompe o selo e um quarto armário também apareceu ; corta-se o lacre.


A 3 de fevereiro de 1925 os pesquisadores , finalmente, puderam ver o  sarcófago : uma obra de arte feita de um único bloco do mais puro quartzito amarelo  (2,27m. comprimento x 1,50m. largura x 1,50m. altura).















Em 26 de fevereiro o túmulo foi fechado para aquela temporada.
Carnavon partiu para o Cairo a fim de obter de Lacau uma garantia  de partilha adequada. De lá voltou à Inglaterra.
No Vale, apenas realizaram-se trabalhos de laboratório sob o calor de 38°C.


Em 16 de março, Carter recebe um telegrama alarmante de Lady Evelyn sobre a saúde do pai :
"Ontem subitamente todas as glândulas do seu pescoço começaram a inchar ; na noite passada teve temperatura alta, que ainda se mantém hoje. Está abatido demais para falar".

Em 5/05/1923 morre  Lord  Carnavon e iniciam-se disputas com o governo egípcio sobre a repartição  dos achados :  Carter  X  Lacau.





Carter inicia a 2ª temporada
de exploração arqueológica na tumba.




Os trabalhos se concentram na  câmara funerária.

Transcorreram 14 dias para  desmontar  o primeiro armário ou urna funerária ,  de 375 kg..

Um imenso sudário recobria o segundo armário : uma fazenda preta, bordada a ouro com milhares de estrelas.
Recolhido o tecido,  aplicam-lhe duraplin com xilol para sua conservação.


Levaram 84 dias para  desmontar e transportar os armários para fora do túmulo.
As  4 urnas tinham 80 partes, todas sinalizadas ( como  os nossos pré-fabricados ).

Entre os vãos dos armários  havia inúmeros objetos, versos e abanos com penas de avestruz.




As eleições de 1923 derrubam o Protetorado Britânico sobre o Egito e instalam um regime nacionalista.
Morcos Bey Hanna, novo Ministro das Obras Públicas, de quem Lacau dependia, apoia todas as medidas para expulsar Carter.




Em 12 de fevereiro de 1924, Lacau e diversos dignitários assistem o içamento da tampa de granito róseo do sarcófago, pesando 2 toneladas.


O sarcófago, que tinha imagens em alto relevo das deusas  Ísis, Néftys, Nut e Sekhet, nos 4 cantos :  dentro dele, coberto por 6 longos panos de linho, repousava um ataúde dourado do juvenil soberano, com uma coroa  de flores envolvendo as imagens do abutre 'nekhabit'  e da serpente  'uadjit'  :  a coroa dos justificados.



 
 





Um telegrama enviado por Bey Hanna proíbe a entrada das mulheres dos exploradores na tumba.
Carter, furioso, fecha tudo : o governo reage.
Os soldados não permitiram a entrada de Carter no túmulo, dois dias depois.  Serralheiros cortaram os cadeados do portão de aço e militares haviam baixado a tampa do sarcófago.
Bey informa a Carter que a sua licença para aquela temporada fora cancelada.

Carter move ação judicial na Corte Mista do Cairo ; seu advogado, F.M.Maxwell, xinga o governo -  "...uma corja de bandidos a usurpar o direito de posse".
Por vários incidentes com o vice-cônsul inglês, Carter deixa o Cairo (12/03) e vai para os Estados Unidos.

Uma comissão egípcia, chefiada por Lacau, começa a fazer um inventário de todo o tesouro.

Aconselhado por Edward Robimson, Diretor do Museu Metropolitano, Carter escreve a Lacau retirando toda sua pretensão tanto do túmulo como dos objetos dele provenientes :  "Declaro que retiro todas as ações pendentes..."







Em 25 de janeiro de 1925,
Carter regressa ao Vale dos Reis,
para retomar os trabalhos na tumba de Tutankhamen.


 

Carter reabre o sarcófago e retira de dentro dele o primeiro ataúde, pesando 900 kg., de madeira dourada e pintada.

Pelas 4 alças de prata a tampa do ataúde  é  aberta.




Ali dentro havia outra mortalha envolvendo um segundo ataúde, de madeira recoberta com lâminas de ouro, que se ajustava perfeitamente dentro  do primeiro ataúde.


Nas mãos cruzadas segurava as  insígnias  do poder  real :   o báculo e o chicote, marchetados  de faiança azul.  O rosto era  de puro ouro,  os olhos de aragonita e obsidiana,  as sombrancelhas  e as  pestanas  de vidro  lápis-lazulado.
A peça de ouro brilhava como se tivesse acabado de chegar da oficina. A cabeça e as mãos eram plasticamente acabadas e perfeitas; o corpo era representado em relevo plano.
Carter e o 2º ataúde.







Após 4 dias de grande esforço, conseguiu-se libertar a tampa do  segundo ataúde.




Um lençol avermelhado cobria um  terceiro ataúde.
Entre  o segundo  e terceiro ataúde havia uma sólida massa negra de unguentos, até a tampa.
Quando Carter abriu o terceiro ataúde, uma máscara de ouro aparecia debaixo  da última mortalha.   
Outra vez o rosto do rei e novamente o desenho incrustado das deusas aladas a envolver protetoramente o corpo do faraó.


Faixas  de ouro cobertas com versículos envolviam os linhos da múmia.
Em hieróglifos, uma oração :   Ó grande deusa celeste Nut, estende tuas asas protetoras sobre mim por tanto tempo quanto brilharem as estrelas imorredouras”.



Carter examina o 3º ataúde.



O  'adeus'  de ANKHSENÁMEN  ao marido ...


...  ”foi a tocante coroazinha  de flores, o adeus da jovem esposa ao marido bem-amado o que mais me impressionou.  Toda a pompa real, toda a régia magnificência, todo o brilho e resplendor do ouro empalideciam perto das pobres flores secas, que no tom fosco de suas cores de outrora ainda brilhavam” (Carter).





Fotos da máscara funerária :
à esquerda a coroa de flores deixada por ANKHSENAMEN.
à direita, a múmia com a máscara, sem a mortalha e as flores.
 
 
 
 
O terceiro ataúde, com 1,85m. de comprimento, era de lâminas de ouro maciço de 2,5 a 3,5 mm. de espessura, pesando 285 kg.   – inestimável só em valor material. 
O espaço entre o segundo e o terceiro ataúdes estava cheio de sólida massa negra quase até a tampa.
Que desgraça teriam causado à múmia os ungüentos evidentemente empregados em excesso ?

Desmontar os ataúdes foi um trabalho estafante e levou outros dias, pois os ungüentos agiam como aglutinantes e haviam colado os caixões entre si.
Finalmente conseguiu-se soltar a tampa de ouro, revelando debaixo de uma mortalha vermelha uma pomposa e reluzente máscara de ouro.


máscara de ouro de Tutankhamen, que cobria o rosto de sua múmia,   mostra um jovem afável e distinto.  Quem teve a felicidade de ver o rosto da múmia depois de descoberto pôde verificar a habilidade, a exatidão e fidelidade com que o artista da 18ª dinastia reproduziu os seus traços.   Ele nos forneceu um retrato esplêndido do jovem monarca em metal imperecível” (Carter).



Tutankhamen estava, como todas as múmias, coberto pela “armadura mágica” de inúmeros amuletos de hematita, símbolos e signos mágicos. 

Encontrou-se um dos mais antigos objetos de ferro do Egito -  num túmulo atulhado de ouro, uma das mais importantes indicações históricas de uma civilização foi dada por um pedacinho de ferro !       
                                
A profusão com que o rei estava coberto de adornos excede o que a nossa imaginação possa conceber. 

Das 33 páginas que Carter dedica ao exame da múmia, mais da metade é ocupada com a enumeração do que foi achado no corpo.   

 Aquele faraó de 18 anos estava literalmente coberto de ouro e pedras preciosas.





A disposição daquele túmulo era diferente da de todos os outros conhecidos até então.                                                           O sepulcro era 8 vezes menor que o de Ramsés II e muito pequeno para toda a pomposidade e volume de objetos do séquito.





O  exame  da  múmia.





Às  9h45m. do dia 11/11/1925 , o anatomista Dr.  Douglas Derry  deu os primeiros cortes nas faixas da múmia, auxiliado pelo Dr.  Saleh Bey Hamdi.





Havia 16 camadas de linho, da cabeça aos pés, envolvendo o corpo. 






Entre  as faixas foram sendo encontradas e retiradas 143 riquíssimas jóias :

#   um pesado colar com 3 voltas,
#   medalhão com escaravelho e fórmulas mágicas,
#   báculo e chicote em ouro e pedrarias,
#   6  colares-amuletos,
#   2  punhais de ouro ( a lâmina de ferro de um deles brilhava como aço ),
#   'chendjit' (=saio) de lâminas de ouro, com cinto incrustado com vidros coloridos e pérolas,
#    8 pulseiras,
#    ouro nas pernas,
#    cápsulas de ouro cobrindo cada dedo dos pés
#    11 braceletes,
#    15 anéis de ouro nos dedos das mãos,
#    6 pares de brincos,   etc.




A múmia, que repousava sobre uma cabeceira, estava em terrível estado :  a oxidação da resina usada no embalsamamento produziu uma autocombustão que carbonizou, até certo grau, os ossos, os tecidos e as faixas. 

Tiveram que cortá-lo com cinzel abaixo dos membros.



A coroa  'seshed' estava sobre a cabeça da múmia,
dentro da máscara de ouro.


A altura do rei-menino era de  1,68 m.  -  a mesma altura das estátuas sentinelas da Antecâmara.

A pele tinha uma cor acinzentada, quebradiça e cheia de rachaduras.
















O crânio braquicéfalo era chato e apresentava um grande ociptal : fora esvaziado e enchido com resina.     

Os cabelos da cabeça haviam sido cortados bem curtos e os outros depilados. 

As orelhas eram pequenas e bem formadas; seus lóbulos apresentavam orifícios para brincos.
Os olhos com longos cílios estavam entreabertos e não haviam sido bem cuidados.   


Os dentes do faraó ainda se achavam em bom estado; os do ciso haviam acabado de romper a gengiva.  
  
O lábio superior achava-se ligeiramente levantado e deixava entrever os grandes dentes incisivos.   


O pênis, de 12 cm. e circunciso, estava enrolado em separado e conservado em posição “itifálica”, afastado do abdome por meio de faixas.  



A múmia foi radiografada por Arquibald Douglas Reed.

Concluiu-se, pelo exame dos indícios anatômicos, que o rei falecera com 18 anos.
 




Agora os trabalhos se voltam para a  câmara do tesouro,  ligada à  câmara Sepulcral.  -  um compartimento de 3,5 m.  X  4 m.. 

 
 



 


Ali havia :

*    um andor com a figura do cão Anúbis sobre ele,
*    12 armários pequenos e grandes, de cedro,
*    34  estatuetas :  7 representando o rei e 27 representando divindades,
*    baús de madeira e alabastro,
*    arca com 45.ooo peças de mosaico,
*    espelhos e material de escrever  -  34 peças,
*    armários de condimentos e medicamentos,
*    22 modelos de botes e veleiros,
*    silos cheios de cereais,
*    1  moinho manual,
*    apetrechos para cervejaria,
*    1 moldagem da cabeça de uma vaca,
*    2 bigas de caça, desmontadas,
*    lanças com pontas de ouro,
*    pás,
*    enxadas,
*    cestos,
*    recipientes para água,
*    foices e outras ferramentas de bronze,
*    figuras  'shabits',
*    ataúdes de 35 cm. de comprimento, com outros 2 dentro dele, guardavam um amuleto de AMENHETEP III  e cachos de cabelos castanhos da rainha  TIY   -  os avós do faraó,
*    2 ataúdes com  os  2  natimortos femininos :  um com 25 cm., de 5 meses, com cordão umbilical de 22 cm.;  outro com 36 cm., de 7 meses,
*    armário  de 2 m. de altura X  1,5 m. de largura, contendo estátuas  de ouro puro ( com 11 cm.),
*    armário recoberto com lâminas de ouro, tendo em cada face das deusas  Ísis, Néftis, Serket e Neith, com os braços estendidos ; dentro desse armário havia uma capela de alabastro sobre um pedestal de ouro  (  85 cm. X  54 cm. ), com as mesmas deusas esculpidas nas laterais, que guardava 4 cântaros de pedra, com 4 ataúdes de ouro contendo as vísceras do faraó, embalsamadas   =   os  kanopos.



Ataúdes com  as natimortas mumificadas, filhas de TUTANKHAMEN





























Ao todo, 1.866 objetos.



 
 
Série de montagens com videofotos colhidas em minha visita ao Museu do Cairo, em 2000.



objetos do tesouro de Tut
 
alto-relevos de Tut e esposa, tampas de baús e tabuleiros de senet
 
baú com cenas de guerra, um merkebet e escudos
 
baús para roupas e sandálias
 
estátuas sentinelas e shabits
 
imagens de cadeiras encontradas na tumba
 
imagens do trono de TUTANKHÁTEN e cabeça do faraó
 
objetos em alabastro e o barco funerário (à esquerda)



leitos funerários e cama com dobradiça



travesseiros, dossel e objetos para perfume e maquiagem
 
armário com a capela dos vasos kanópos
kanópos : cada pequeno ataúde contém o  pulmão, estômago, fígado e intestinos do faraó.
 
vasos de vinho e o 1º armário funerário




1º ataúde (conservado no túmulo) e imagens do 2º ataúde



imagens do 3º ataúde inteiro de ouro maciço



algumas das jóias que estavam entre as bandagens



 




 
 
 



Antes de dar por encerrado os trabalhos no túmulo, as atenções de  Howard Carter se voltaram para uma outra pequena porta selada  -  uma   sala anexa,  ligada à  antecâmara.

Continha :
-    cadeiras,
-    tamboretes,
-    poltronas,
-    sofás,
-    banquetas,
-    travesseiros,
-    roupas,
-    cabides,
-    louças,
-    arcos e 278  flechas,
-    escudos,
-    recipientes com incenso e mirra,
-    antimônio, outro, prata,
-    manto para procissões,
-    lençóis,
-    sandálias  bordadas,
-    pulseiras,
-    fivelas,
-    colares de pérola e ouro,
-    objetos da infância do rei,
-    leques com penas de avestruz,
-    abanos ( flabelos ) com cabos de prata,
-    tabuleiros de jogos  (= 'senet' ),
-    instrumentos  de música,
-    2 trombetas de prata,
-    coleção de bengalas incrustadas com mosaicos e ouro,
-    chapéus apoiados sobre base em forma de cogumelos,
-    116  cestos com alimentos,
-    40  cântaros de vinho,
-    couraças de ouro,
-    espadas,
-    boomerangues para caçar aves,
-    4  camas  ( 2 delas com dobradiças para fechar ),
-    cabeceira do céu e da terra,
-    1 lindíssimo barco funerário de alabastro,
-    43  vasos com 350 litros de óleo e unguentos














Maldição do Faraó (?)
(  leia nossa postagem sobre ela  )





 
Com a morte  repentina de Lord Carnavon,  em 6 de abril de 1923, começa a mística da “maldição do Faraó” -  uma história de arrepiar criada em cima de outras mortes de pesquisadores, sábios e funcionários que trabalharam direta ou indiretamente na tumba.

Carter, o herói do jazigo, deveria ter falecido em primeiro lugar, mas viveu até idade avançada. 

Faleceu a 2 de março de 1939, em Londres.                                                                                       
“O ritual dos mortos egípcio não tem para com os vivos qualquer praga; contém somente um apelo para que lembrem os mortos com piedade e benevolência” (H.Carter).

Em três meses do ano de 1926, no auge da fama mundial, o túmulo de Tutankhamen foi visitado por 12.300 turistas : as proporções de uma peregrinação.

“O movimento ao redor do túmulo lembra vivamente um dia de corrida de cavalos. Na estrada que dá acesso para o jazigo, aglomeram-se carros e animais de toda a espécie; os guias, condutores de burros, mercadores de antiguidades e vendedores de refrescos fazem bons negócios. Hoje, quando se retiraram algumas peças do túmulo, os repórteres encetaram uma corrida louca em burros, cavalos, camelos e carros de areia, em direção às margens do Nilo a fim de alcançarem o telégrafo” (anotações de um jornalista).







Howard Carter deixou a múmia do faraó Tutankhamen  em seu próprio túmulo, dentro do primeiro ataúde dourado,  repousando no interior do magnífico sarcófago.

Mas todos os seus pertences e as suas jóias pessoais, envoltas junto com as faixas da múmia, foram levadas para o Museu do Cairo, onde permanecem expostas à visitação pública.


 
 
A múmia, Carter e o tesouro da tumba, a 'maldição' de Tutankhamen 
 





1.968  
o sarcófago é reaberto.


 


Somente em 1968, o governo egípcio autorizou a primeira reabertura do ataúde para uma equipe de especialistas, liderada por   James E. Harris    (chefe do Departamento de Ortodontia da Universidade de Michigan),   com o objetivo de realizar a mais recente radiografia da múmia do rei menino. 
 


O Raio X revelou uma perfuração no crânio do faraó, levantando a hipótese de assassinato ou queda acidental.



Tutankhamen ainda tem algumas faixas ao redor da cabeça.   Mas ele era um indivíduo de feições muito belas ... “um jovem rosto, sereno e meigo. Era nobre e distinto, regular, com os lábios bem marcados ! E naquele olhar sereno, a antiga fé do homem na imortalidade.” (H.Carter).

As conclusões das imagens radiográficas foram publicadas na obra “X-Raying the Pharaohs” – James E.Harris e Kent R.Weeks,   New York : Charles Scribner’s Sons.






1.969
“O faraó Tutankhamen foi assassinado”.



Houve uma interrupção no programa da TV inglesa nesse dia, 5 de setembro de 1969.  
Em seguida o locutor desapareceu do vídeo e surgiram duas figuras desconhecidas dos telespectadores : os professores R.G.Harrison   e   R.C.Connolly ( da Universidade de Liverpool ),  que afirmaram :  

 “O faraó Tutankhamen, da 18ª dinastia foi assassinado com golpes na cabeça.
E Osíris, o deus da morte, guardou sua tumba por 3.400 anos. 
O crânio do jovem faraó, 19 anos ao morrer, apresenta fratura perto da orelha esquerda.
Mas só tem um nome entre os prováveis criminosos : o rei Ay, que o sucedeu”.












2.005
 
Recentemente o corpo do faraó de ouro foi submetido a  exames de ressonância magnética.



Zahi Hawass e a múmia de TUTANKHAMEN.
O procedimento de tomografia computadorizada demorou apenas 15 minutos, resultando a geração de 1.700 imagens do corpo do faraó. 
Detalhes de uma fratura no joelho, possivelmente devido a uma queda do 'merkebet'.  Uma séria inflamação o teria levado a óbito.


























2.009
 
Restauração da tumba de TUTANKHAMEN




Foi anunciada pela imprensa, em novembro de 2009, trabalhos de restauração na tumba de Tutankhamen, no Vale dos Reis. 
Uma parceria entre cientistas egípcios e norte-americanos do  Instituto Getty de Conservação (EUA), ao longo de cinco anos.


Nas paredes da câmara funerária, algumas cenas reproduziam atos da cerimônia do enterro.



A múmia de TUTANKHAMEN esteve guardada dentro desse 1º ataúde, dentro do sarcófago.


O pai de Nefertite, o pontífice Ay, de 69 anos, casou-se com a viúva de 16 –  o avô com a neta.   Acreditou ter-se assim legitimado para o trono e tornou-se faraó.

Na parede norte da câmara sepulcral a pintura mostra como o sucessor realizara formalmente a “abertura da boca” do defunto, paramentado com a pele de leopardo e a coroa “keperesh”.






 



Também por iniciativa do Secretário-Geral  do Conselho das Antiguidades do Egito, o Dr. Zahi Hawass, a  múmia de Tutankhamen  está agora exposta, na Antecâmara do túmulo, dentro de  uma vitrina totalmente climatizada,  podendo ser vista pelos milhares de turistas que visitam a sua tumba no Vale dos Reis.





Abertura do 1º ataúde e
transferência da múmia para a vitrina, dentro da tumba.
















2.016
 
Anuncio da descoberta de
duas novas câmaras
na tumba de Tutankhamen




http://brasil.elpais.com/brasil/2016/03/17/cultura/1458213994_441716.html











































As letras W e X representam os ecos de metal; o Y e o Z, sinais de matéria orgânica. Em azul, os espaços vazios que corresponderiam às novas câmaras









Colorização de fotografias
do tesouro de Tutankhamen


http://jv-egiptologia.blogspot.com.br/2017/03/imagens-colorizadas-da-descoberta-de.html













Compilação de textos e informações :


C.W.Ceram – “Deuses, Túmulos e Sábios”,   São Paulo: Edições Melhoramentos, 1962.


Otto Neubert – “O Vale dos Reis”,  Belo Horizonte:  Editora Itatiaia Ltda,1962.


Jornal “O Estado de São Paulo” –  13/03/1971.


Thomas Horing -  "História Secreta do Túmulo de Tutancamon" ,  in  'Seleções', maio de 1979, págs. 99 a 132.


 





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