quinta-feira, 1 de setembro de 2016

ARTE EGÍPCIA : ESCULTURAS e PINTURAS / os ARTISTAS.







ESTÁTUA :

era o resultado de um esforço conjunto, um trabalho em equipe :
pedreiro  - especialista que extraía o bloco da pedreira.
escultor  -  lapidava, trabalhava o bloco.
especialista em talhar hieróglifos,
metalúrgico / incrustador - inseria os olhos e outros pormenores.
pintor  -  dava o acabamento.







AFRESCOS:

#     Tapavam as reentrâncias da parede com gesso e deixavam-na lisa ; se a parede fosse muito rugosa, nivelavam-na com uma camada de argila e palha triturada.
#     Cobria-se a parede com uma demão de gesso e clara de ovo  =  estuque.
#     Dividiam a superfície em compartimentos retangulares, conforme o número de cenas, deixando espaços vazios para as inscrições hieroglíficas.
#     Quadriculavam esses compartimentos retangulares.
#     Traçavam a figura do esboço original  (os quadrículos auxiliavam nas proporções ).
#     Faziam os contornos, com pincel de junco ou crina, usando tinta preta.
#     O mestre-de-obras intervinha com retoques e correções (usando geralmente traços de tinta vermelha).
#     Aplicavam as cores fixadas pela convenção.




Aqui vemos o traçado hieroglífico (elaborado com tinta preta) feito por um aprendiz e as correções feitas pelo mestre, com tinta vermelha.  Só depois das correções é que o escultor trabalhava com o cinzel, em baixo ou alto-relevo. 



 



AS TINTAS :
eram guardadas em saquinhos; no momento de usar, eram temperadas com uma solução de água e goma de adraganto.

O corpo masculino era pintado de marrom (ocre); o feminino, de amarelo.

Ossos calcinados davam a cor  preta ;
branco era obtido com gesso amalgamado com albumina ou mel ;
ocre  e  amarelo, com sulfeto de arsênico ;
vermelhão, com sulfeto de cinábrio ;
azul, do lápis-lazúli ou vidro colorido, com sulfeto de cobre.

Fotovídeo VHS de Jarbas Vilela - Museu do Cairo,2000.
Tintas ressecadas de uma paleta de escriba do antigo Egito
 





OS  ARTISTAS:
lembram os obscuros decoradores das catedrais medievais : eram anônimos.
Trabalhavam para o rei, para a religião e para o povo.
Não lhes era permitido assinar suas obras, por causa da imortalidade.

MERTISEN, sob MENTUHETEP I, escreveu em sua estela funerária, hoje no Museu do Louvre :
"Eu era um artista hábil na minha arte. Sabia representar as formas dos que saíam ou voltavam, de modo que cada membro se achasse na posição adequada. Sabia representar um homem andando e o porte de uma bela mulher, a posição do braço para abater um hipopótamo e a partida do corredor

NEBAMEN  e  IPUKI, da XVIII Dinastia, deixaram sua magnífica tumba cheia de composições harmoniosas, equilibradas, claras, que traduzem um retorno consciente à tradição, pelo vigor das pinturas. Ali deixaram escritas suas biografias.









Os artistas tinham THOT como deus protetor 
  "e o curioso que se decidir examinar um pormenor de seu trabalho, com o espírito bem alento e sem idéias pré-concebidas  ,  conclui  KURT  LANGE ,  terá de se convencer que se trata de um artista notável ".




E se examinarmos com o mesmo espírito os túmulos egípcios, aprendemos uma lição bem mais profunda e verdadeira :


a crença na eternidade da vida terrena  !












 

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